A Pandemia Esquecida

Olhares comparados sobre a Pneumónica 1918-1919


 

 

 
A epidemia de gripe de 1918-1919 atingiu Portugal num momento de crise económica, social, política e ideológica. Os estudos reunidos nesta obra procuram analisar o seu impacto sob distintas perspectivas, relativas à demografia, à gestão do risco, à história da medicina, às atitudes das autoridades políticas, sanitárias e religiosas. Confere-se a devida importância ao contexto em que a epidemia ocorre, bem como às estruturas de longa duração em que se inscreve. O caso português é observado em termos compara-tivos com outras sociedades e é inserido numa perspectiva global da pandemia.

José Manuel Sobral, licenciado em História e doutor em Antropologia, é investigador principal do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Tem investigado temas em Antropologia e História, com relevo para os domínios da família e do parentesco, da estrutura social, do poder e do conflito, do nacionalismo e do racismo, da memória social e da história da etnografia em Portugal. Ultimamente dedicou-se também ao estudo da gripe pneumónica e da antropologia histórica da alimentação e da cozinha. A sua obra principal é o livro Trajectos: o Presente e o Passado na Vida de uma Freguesia da Beira (Lisboa, ICS, 1999).
Maria Luísa Lima é professora associada com agregação no Departamento de Psicologia Social e das Organizações do ISCTE-IUL e investigadora do Centro de Investigação e Intervenção Social do ISCTE-IUL, em Lisboa. É presidente da Associação Portuguesa de Psicologia. Tem desenvolvido pesquisa no domínio da percepção de riscos ambientais e de saúde, centrando-se nos processos psicossociais que os modelam. Nos últimos anos, tem-se dedicado a este tema na perspectiva da Psicologia Social da Saúde.
Paula Castro é professora associada do Departamento de Psicologia Social e das Organizações do ISCTE–IUL e investigadora do Centro de Investigação e Intervenção Social do ISCTE–IUL. Tem investigado os processos psicossociais e os formatos comunicativos mobilizados pelos indivíduos e os grupos para a aceitação ou a resistência a inovações legislativas e científico-tecnológicas. Tem publicado em revistas como: Análise Social, Journal of Community and Applied Social Psychology, Journal for the Theory of Social Behaviour e Journal of Environmental Psychology.
Paulo Silveira e Sousa é investigador e doutorando do Instituto Universitário Europeu de Florença e mestre em Ciências Sociais pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Autor de vários artigos sobre História das Instituições, História Social das Elites, História dos Açores e História da Saúde Pública (séculos XIX e XX).

  • 352 pp.

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ISBN: 978-972-671-258-9
Publicado: 2009-12-01




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