Política da Memória

Verdade e Justiça na Transição para a Democracia


 

 

 
Um dos temas políticos e éticos mais importantes nas transições do autoritarismo para a democracia é a questão de como lidar com as violações dos direitos humanos cometidas por forças de segurança dos Estados autoritários. As soluções adoptadas para lidar com este tema vão desde a amnistia, o esquecimento institucionalizado e os perdões, até ao julgamento dos acusados, o saneamento das instituições estatais envolvidas na repressão, e a criação de comissões de verdade, as quais analisam as causas da repressão e o universo das vítimas de repressão. A capacidade de novos regimes democráticos de actuar neste campo depende muito da correlação de forças entre os antigos repressores e os seus aliados políticos, e as forças políticas e sociais que favorecem o esclarecimento e o castigo. Este volume analisa uma série de casos, desde Portugal e Espanha no sul da Europa, Alemanha pós-reunificação, e os países do leste europeu, até à Africa do Sul, à América Central e do Sul, bem como à experiência da Rússia. Dada a crescente importância do contexto internacional, também se analisa o fenómeno da procura transnacional da justiça para as violações dos direitos humanos por parte da sociedade civil das instituições internacionais. As análises aqui contidas demonstram que a política da memória transcende o «tempo de transição» e as políticas oficiais, penetrando o tecido social e remodelando as memórias sociais do passado. Este processo de maior longevidade é também analisado, concluindo-se como William Faulkner que o «passado nunca morre; nem sequer é passado».

  • 407 pp.

Preço de Capa: €28.50
Nosso Preço: €25.65
Poupe: 10% menos

Adicionar ao Carrinho de Compras:

ISBN: 972-671-142-8
Publicado: 2005-01-01




INSTITUTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS - UNIVERSIDADE DE LISBOA
Avenida Professor Aníbal de Bettencourt, 9 1600-189 LISBOA Telef: 217 804 700 - Fax: 217 940 274 Política de Privacidade